quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

feliz dia dos (e)namorados

Será que ainda me resta tempo contigo,
ou já te levam balas de um qualquer inimigo.
Será que soube dar-te tudo o que querias,
ou deixei-me morrer lento, no lento morrer dos dias.
Será que fiz tudo que podia fazer,
ou fui mais um cobarde, não quis ver sofrer.
Será que lá longe ainda o céu é azul,
ou já o negro cinzento confunde Norte com Sul.
Será que a tua pele ainda é macia,
ou é a mão que me treme, sem ardor nem magia.
será que ainda te posso valer,
ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer.
Será que é de febre este fogo,
este grito cruel que da lebre faz lobo.
Será que amanhã ainda existe para ti,
ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri.
Será que lá fora os carros passam ainda,
ou as estrelas caíram e qualquer sorte é bem-vinda.
Será que a cidade ainda esta como dantes
ou cantam fantasmas e bailam gigantes.
Será que o sol se põe do lado do mar,
ou a luz que me agarra é sombra de luar.
Será que as casas cantam e as pedras do chão,
ou calou-se a montanha, rendeu-se o vulcão.

Será que sabes que hoje é Domingo,
ou os dias não passam, são anjos caindo.
Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas sorrir.
Será que sabes que te trago na voz,
que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós.
Será que te lembras da cor do olhar
quando juntos a noite não quer acabar.
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a forca do mar contra a barra.
Será que consegues ouvir-me dizer
que te amo tanto quanto noutro dia qualquer.•

Eu sei que tu estarás sempre por mim
Não há noite sem dia, nem dia sem fim.
Eu sei que me queres, e me amas também
me desejas agora como nunca ninguém.
Não partas então, não me deixes sozinho
Vou beijar o teu chão e chorar o caminho.
Será,
Será,
Será!

by Pedro Abrunhosa

segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Flores no deserto


Ao frio que me tolhe. Afirmo:

Hei-de arder em sentimentos contraditórios


Á fome que me devora : argumento

Na Etiópia poderia morrer de fome justificadamente! aqui nunca!


À imensa sede que tenho, exclamo:

Haverá para mim uma gota de água!


à necessidade minha de terminar

acabar , colocar o ponto final.

Eu digo: continuo, espera-me.

terça-feira, 10 de Junho de 2008

Eu cá nas minhas Viagens...#12


água de Valencia

quinta-feira, 5 de Junho de 2008

Dever ser do acordo...

O CSKA Sofia foi excluído da Liga dos Campeões depois de ter sido castigado pela Federação da Bulgária de Futebol, por dívidas em atraso à Segurança Social.

A federação búlgara confirmou, oficialmente, esta quinta-feira, que a UEFA negou ao CSKA Sofia a licensa para participar em competições europeias, esta temporada. “A decisão é final e não é passível de recurso”, explicou o órgão que tutela o futebol búlgaro.

JN 05/06/2008

domingo, 1 de Junho de 2008



grande concerto, ontem à noite no auditório de Espinho.

sexta-feira, 30 de Maio de 2008

ironias

O aeroporto do Porto é provavelmente o único no mundo, baptizado com o nome de alguém que morreu de acidente de avião.

segunda-feira, 26 de Maio de 2008

Eu cá nas minhas Viagens...#11

um adoram outros odeiam
eu adorei

by Santiago Calatrava

domingo, 18 de Maio de 2008

estou de partida, a mala está feita, tudo prontinho.
voltarei se tudo correr bem dentro de 1 semana

domingo, 4 de Maio de 2008

Falas, e não sabes que poucas palavras já são demais

Todos os passos dados rumam ao lugar que se encolheu

Pois escravo, não diz a falta de uma sombra

Não sonha.

Jaz.

Nem uma réstia de silêncio animou as palavras ditas.

Quando as minha palavras falham

Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava!
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os teus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os teus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...
já não se passa absolutamente nada.

E, no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos nada que dar.
Dentro de ti
Não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.


Eugenio de Andrade